No mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, o papel fundamental das mulheres no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) em Santa Catarina ganha destaque. As mulheres desempenham um papel crucial em todas as áreas do SAMU, desde as Centrais de Regulação até as unidades de suporte básico e avançado, passando por funções estratégicas como supervisão, coordenação operacional, atuação médica e direção-geral do serviço.
De acordo com o diretor do APH Móvel, Dionísio Medeiros, o SAMU tem muito orgulho de contar com a força de trabalho da mulher. Ele destaca que as mulheres entendem profundamente o conceito de cuidado e estão presentes em todos os ambientes, demonstrando determinação e força. Medeiros acrescenta que a força dessas mulheres impulsiona o trabalho do SAMU em prol da vida e da garantia de acesso aos serviços de saúde.
Um exemplo notável é a condutora socorrista Juliana Pereira, de 54 anos, que é uma das 17 mulheres que exercem essa função em todo o Estado. Ela trabalha na Unidade de Suporte Avançado (USA) de Lages e tem quatro anos de atuação no SAMU, além de 26 anos como bombeira comunitária. Juliana transformou a resistência inicial em combustível para sua carreira e agora se sente feliz e realizada.
Juliana lembra de uma ocorrência marcante em que atendeu uma mulher sob efeito de drogas e muito ferida. Com escuta ativa, respeito e calma, ela conseguiu estabilizar e conduzir a paciente até a ambulância, recebendo aplausos e uma frase que nunca esqueceu: “Uma mulher faz diferença nessas horas”. Além de sua função no SAMU, Juliana também atua na Central de Emergência 193 dos Bombeiros, regulando viaturas e atendendo chamados que envolvem incêndios e situações de risco.
Outra profissional que se destaca é a enfermeira Mariana Fernandes, de 30 anos, que trabalha no SAMU desde 2018. Ela reconhece que ainda há desafios, especialmente em relação à percepção da autoridade feminina em ambientes tradicionalmente masculinos. No entanto, Mariana afirma que segue firme e profissional, sabendo quem é e o que representa.
A médica Cíntia Tamellini, de 46 anos, que trabalha no SAMU há 12 anos, ressalta que nas emergências o que realmente importa é a resposta rápida e qualificada. Ela optou por uma jornada menor para cuidar de sua filha de 7 anos e destaca que as pessoas se sentem aliviadas com a chegada do socorro, independentemente de ser homem ou mulher.
A diretora-geral do SAMU/FAHECE, Carla Birolo Ferreira, enfatiza que as mulheres já representam 53% da força de trabalho no serviço avançado. Ela destaca que a atuação das mulheres na linha de frente exige conhecimento técnico, coragem, empatia e compromisso com a humanização do cuidado, e que é fundamental que cada vez mais mulheres se sintam motivadas a fazer parte do SAMU.
Para obter mais informações, é possível contatar a Assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado da Saúde, através do telefone (48) 99134-4078 ou do e-mail [email protected]. Além disso, é possível seguir a Secretaria de Estado da Saúde no Instagram @saude.sc.
Fotos e Base de Dados do site SECOM SC







