Os corretores de imóveis ao redor do mundo estão enfrentando um período de mudanças significativas, impulsionadas por fatores tecnológicos, regulatórios e sociais.
No Brasil, em particular, as propostas de modernização da Lei 6.530/78 pelo Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci) prometem remodelar a profissão de maneira substancial. De acordo com Filippe Réus, Sócio proprietário da CTZ, O Brasil sempre teve um déficit muito grande do número de moradias, então temos um mercado muito grande a ser explorado, principalmente no estado de Santa Catarina.
Uma das mudanças mais discutidas é a introdução do Registro de Responsabilidade Técnica (RRT), assemelhando-se à Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) exigida em outras áreas profissionais. O objetivo do RRT é aprimorar a fiscalização e monitoramento da atividade dos corretores, evitando práticas como o “bypass” e garantindo maior transparência nas transações imobiliárias. Contudo, críticas têm sido levantadas, apontando para possíveis entraves burocráticos em um contexto onde a agilidade é fundamental.
Paralelamente, o mercado imobiliário brasileiro vem apresentando um crescimento expressivo, com um aumento significativo no número de corretores ativos e imobiliárias operantes nos últimos anos. No entanto, a recente pesquisa divulgada pelo Cofeci também revela desafios, como a necessidade de adaptação dos profissionais às novas demandas e o surgimento de preocupações em relação à eficácia das políticas regulatórias.”Os desafios são grandes em muitas áreas, não é diferente para os corretores, pois o mercado tem mudado cada vez mais rápido, com as novas tecnologias e a inteligência artificial, tudo tem mudado de forma rápida e os corretores tem que estar de olho nas mudanças, de novos perfis de imóveis e de mercado, tudo de forma muito acelerada”, destaca Réus.
Enquanto isso, nos Estados Unidos, o mercado imobiliário também passa por uma reconfiguração. A queda na renovação de licenças por parte dos corretores na Flórida e a discussão em torno das políticas da Associação Nacional de Corretores de Imóveis (NAR) destacam a importância de uma análise cuidadosa das tendências globais para os profissionais do setor.
Além das questões regulatórias e do mercado, a tecnologia continua a desempenhar um papel crucial na evolução da profissão de corretor de imóveis. Tendências como blockchain, realidade virtual e inteligência artificial estão moldando a forma como os profissionais interagem com os clientes e conduzem negociações.”Todas essas novas tecnologias vem para agregar o mercado, assim os profissionais vão trazer uma nova visão de imóveis para seus cliente”, enfatizou ele.
Diante desse cenário em constante transformação, a capacitação e a adaptação tornam-se ainda mais essenciais para os corretores de imóveis. Iniciativas como a pesquisa promovida pela CUPOLA e pelo IBREP visam entender as necessidades de formação dos profissionais e contribuir para o aprimoramento da qualidade do serviço prestado. “Hoje há muitas palestras cursos, com as tecnologias as mudanças estão sendo mais eficientes, por isso os profissionais da área precisam se adaptar constantemente. Quem não consegue abrir espaço na agenda para esses novos desafios, tem que ter um espaço na agenda para se desenvolver, por conta dos desafios e oportunidades que estão chegando”, disse.
As oportunidades de crescimento no mercado imobiliário brasileiro, como o lançamento do FGTS Futuro e as iniciativas do governo para ampliar o crédito imobiliário, destacam a importância de uma abordagem proativa e inovadora por parte dos corretores.
O futuro dos corretores de imóveis será moldado por uma combinação de fatores, desde as mudanças regulatórias até os avanços tecnológicos. Aqueles que conseguirem se adaptar e aproveitar as oportunidades emergentes estarão bem posicionados para prosperar em um mercado imobiliário em constante evolução.
Colaboração: Sandy Brasil/Assistente de Marketing





