A média estadual de cigarrinhas-do-milho no estado de Santa Catarina permanece dentro do esperado para este período de implantação das lavouras. Na última semana, os índices registrados foram de 2,26 cigarrinhas por armadilha, com maior presença de insetos na região Oeste, que já iniciou o plantio. Nestes locais há uma predominância do vírus do rayado fino que “pode causar perdas de produção se as sementes utilizadas forem mais suscetíveis. Porém, em comparação com as bactérias, esse vírus é bem menos agressivo. Mesmo assim, é necessário monitorar as viroses no ambiente”, explica a pesquisadora da Epagri/Cepaf, Maria Cristina Canale, responsável pelo programa Monitora Milho SC.
Maria Cristina salienta a importância do manejo químico, aliado ao uso de produtos biológicos, sempre que possível, para diminuir a presença das cigarrinhas que estão migrando neste momento. Segundo ela, o monitoramento realizado no início da safra permite dimensionar a densidade populacional dos insetos e detectar a presença dos patógenos que causam o enfezamento e as viroses no milho.
Apesar da baixa média de cigarrinhas-do-milho registrada no estado, foi detectada, no município de Mafra, no Planalto Norte, a presença da bactéria associada ao fitoplasma do enfezamento vermelho. Isso, acende o alerta para os produtores da região que devem realizar o manejo inicial da lavoura e monitorar a presença de insetos no ambiente.
O programa Monitora Milho SC coleta e divulga semanalmente informações de todo o Estado, permitindo que o setor produtivo acompanhe a evolução da população de cigarrinhas e as infecções causadas por esses insetos.
O ataque de cigarrinhas infectadas com os patógenos dos enfezamentos pode comprometer substancialmente a produção de lavouras de milho. Para acompanhar a situação, foi criado no começo de 2021 o programa Monitora Milho SC.
Aplicativo da Epagri apoia agricultores no monitoramento da cigarrinha
Para ajudar a cadeia produtiva no monitoramento e controle desse inseto em Santa Catarina, os produtores podem acessar informações no aplicativo Epagri Mob.
O app, disponível para download gratuito, permite aos produtores e técnicos acompanhar a incidência da cigarrinha-do-milho em Santa Catarina para tomar decisões mais precisas sobre o manejo. Essa ferramenta também traz informações sobre a infectividade da cigarrinha com os patógenos do complexo do enfezamento: fitoplasma do enfezamento vermelho, espiroplasma do enfezamento pálido e vírus-da-risca.
Informações atualizadas para os produtores
A pesquisadora Maria Cristina Canale, do Centro de Pesquisa para Agricultura Familiar da Epagri (Cepaf), explica que as informações geradas pelo monitoramento são fundamentais para a convivência da agricultura com a cigarrinha e as doenças transmitidas por ela. “Embora os enfezamentos já sejam conhecidos no país há algumas décadas, nós observamos que os surtos ocasionados por esses problemas têm sido bastante frequentes em todas as regiões produtoras do Brasil. Então é necessária a convivência do setor produtivo com o problema a partir de agora, inclusive aqui em Santa Catarina, com a participação ativa de todos os produtores envolvidos com a produção de milho, no manejo integrado regionalizado”, ressalta.
Como usar o aplicativo
O aplicativo Epagri Mob pode ser baixado gratuitamente em celulares Android e IOS. Nele é possível ter acesso às publicações, tecnologias, unidades da Epagri, previsão do tempo, monitoramento do frio e informações sobre doenças em videiras e maçãs.
Para encontrar as informações do Monitora Milho SC, o usuário deve clicar no ícone “Informações Ambientais”, disponível na página principal do Epagri Mob e, em seguida, no link Monitora Milho SC. Nessa área, é possível encontrar os boletins atualizados e observar o nível populacional da cigarrinha-do-milho em diferentes regiões catarinenses.
A recomendação da Epagri é que os produtores e técnicos mantenham uma rotina de acompanhamento dos dados do aplicativo, porque o status de infectividade do inseto pode mudar de uma semana para a outra.
O programa Monitora Milho SC é uma iniciativa do Comitê de Ação contra Cigarrinha-do-milho e Patógenos Associados, que é composto por membros da Epagri, Udesc, Cidasc, Ocesc, Fetaesc, Faesc, CropLife Brasil e Secretaria de Estado da Agricultura.
Colaboração :Karin Helena Antunes de Moraes | Isabela Schwengber-assessora de comunicação da Epagri





