O trabalho da intérprete e professora de Língua Brasileira de Sinais (Libras), Ágatha Nascimento dos Santos Camilo, foi reconhecido na sessão desta segunda-feira (26), na Câmara de Vereadores de Capivari de Baixo com uma moção de aplausos e reconhecimento. A propositura da homenagem foi do 1º secretário e vereador, Eraldo dos Santos.

Ághata ministra o curso Extensão em libras, em Capivari de Baixo. As aulas tiveram início na última sexta-feira (23). Segundo Eraldo, o objetivo do curso é conhecer a língua Brasileira de Sinais unindo teoria e prática de forma integrada. “Por meio dela, é possível promover mais acessibilidade na comunicação para pessoas surdas e deficientes auditivas, o que foi conquistado através de muito esforço e ainda faz parte de uma batalha diária na vida de muitos brasileiros. A comunicação através da Libras, propicia uma melhor compreensão entre surdos e ouvintes”, enfatiza o parlamentar.

No púlpito no plenário, enquanto o legislador falava ao microfone, a docente realizava a interpretação ao seu lado.  É uma missão, uma doação. Trabalhar com Inclusão não é fácil e ainda é pequeno o reconhecimento da sociedade. Um trabalho maravilhoso, que precisa ser mostrado”, assegura o legislador.

No Brasil, a Língua Brasileira de Sinais (Libras) foi reconhecida como meio legal de comunicação e expressão em 2002, por meio da Lei Nº 10.436, regulamentada pelo Decreto 5.626, em 2005. Reconhecer a língua de sinais significa compreender que a pessoa com deficiência auditiva precisa de estratégias visuais em seu processo de aprendizagem, considerando que o acesso ao conhecimento não ocorre pela via sonora.

Conforme a Federação Mundial dos Surdos (WDF: World Federation of the Deaf, em inglês), há 70 milhões de surdos no mundo. Esta organização não governamental e sem fins lucrativos tem defendido e promovido os direitos dos surdos por 70 anos, eles também os capacitaram e continuam a fornecer apoio e garantir acessibilidade para os surdos em mais de 125 países. O WDF trabalha lado a lado com a Organização das Nações Unidas (ONU) e com as instituições de cada nação para apoiar os direitos dos surdos, bem como dar relevância à linguagem de sinais de cada território.