Santa Catarina lidera o ranking de trechos críticos no país, com 22 pontos de alto risco. O estado também está entre os seis que concentram a maioria dos acidentes com veículos pesados, que cresceram 26% em 2024
No Carnaval, milhares de viajantes pegam a estrada rumo a destinos turísticos brasileiros em busca de lazer ou descanso, e Santa Catarina está entre os mais procurados. No entanto, o aumento no número de veículos também eleva o risco de acidentes. Só o trecho catarinense da rodovia BR-101 deve registrar a passagem de 1,3 milhão de veículos. Nos dias 28 de fevereiro e 1º de março, a expectativa é de 520 mil veículos, representando um aumento de 40% no primeiro dia e 64% no segundo, segundo a concessionária Arteris.
Um levantamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que analisou os últimos oito carnavais, revelou que Santa Catarina lidera o ranking de trechos críticos no país, com 22 pontos de alto risco nas rodovias estaduais. Esses locais apresentam mais de 50% de probabilidade de novos acidentes. O estado supera Minas Gerais, que registrou 16 trechos perigosos.
A BR-101 foi classificada como a rodovia mais perigosa, com alta possibilidade de novos acidentes em Santa Catarina, Paraíba, Espírito Santo, Pernambuco e Rondônia.
No total, a PRF identificou 91 áreas críticas nas estradas brasileiras, reforçando a necessidade de redobrar a atenção ao volante durante o feriado, especialmente com caminhões, cujas consequências costumam ser ainda mais graves. Em 2024, foram registradas 3.291 mortes em acidentes envolvendo caminhões e ônibus, representando um aumento de 26% em relação aos 2.611 registros de 2023. Embora os ônibus transportem mais pessoas, os acidentes com caminhões resultaram em mais vítimas, com 2.884 óbitos, em comparação aos 407 relacionados a ônibus.
Santa Catarina está entre os seis estados que concentram 51% dessas mortes, respondendo por 6% dos casos, ficando atrás apenas de Minas Gerais (13%), Bahia (10%), Paraná (10%), e à frente do Rio Grande do Sul (6%) e do Rio de Janeiro (5%). Segundo a PRF, as ocorrências nessas regiões cresceram 62% em relação a 2023.
Boas práticas para reduzir riscos ao trafegar com caminhões
Apesar de acidentes não serem totalmente evitáveis, motoristas de veículos menores podem adotar medidas para reduzir riscos ao dirigir perto de caminhões. Luiz Fernandes, especialista em logística e diretor operacional da GCF Transportes, recomenda que as ultrapassagens sejam feitas com cuidado, verificando o tráfego atrás, mantendo espaço adequado e utilizando as setas corretamente. Além disso, é importante evitar retornar à faixa direita muito próximo ao caminhão, pois este requer mais espaço para frenagem.
Fernandes sugere que os motoristas fiquem atentos às rodas dos caminhões para identificar mudanças de faixa e não concorram com eles em descidas, onde veículos pesados podem ganhar velocidade. Ele também destaca a importância de evitar os pontos cegos dos caminhões e ser cauteloso em curvas acentuadas, devido à mobilidade limitada desses veículos. Em dias chuvosos, recomenda-se não fazer ultrapassagens quando os caminhões estão gerando spray d’água, pois isso compromete a visibilidade e a capacidade de reação.
Por fim, Fernandes faz um alerta: “Na dúvida, não ultrapasse. Muitos acidentes graves acontecem por decisões impulsivas, como confiar que ‘vai dar tempo’. A prudência deve sempre se sobrepor à pressa”.
Maior cuida do menor
Já os motoristas de caminhão devem seguir a regra “maior cuida do menor”. Isso significa que devem ter atenção redobrada ao dividir a estrada com carros, motos, bicicletas e pedestres, adotando comportamentos preventivos para evitar acidentes. Essa ideia promove um trânsito mais seguro e colaborativo, reconhecendo que, em caso de colisão, os veículos menores tendem a sofrer danos mais graves.
Para Luiz Novinski, gerente operacional da GCF, respeitar os limites de velocidade em trechos movimentados e utilizar os faróis baixos durante o dia como indica a lei é fundamental. Ele também destaca a importância de evitar frenagens bruscas, devido ao peso dos caminhões.
“Em situações de trânsito lento ou parado, mantenha uma distância de dois a três carros do veículo à frente e sempre monitore os retrovisores, mantendo o motor ligado e os cintos afivelados. Utilize o pisca-alerta para indicar que o trânsito está parado”, acrescenta o gerente.
Sobre a GCF Transportes
O Grupo GCF Transportes de Cargas LTDA, fundada em 2012, é uma empresa paranaense com atuação nacional, especializada no transporte e armazenagem de papel, aço e autopeças que já entregou mais de 50 mil cargas em todo o Brasil, incluindo cargas fechadas, Milk Run, múltiplas entregas e roteirização inbound. Com sede em Araucária–PR e filial em Barueri–SP, destaca-se pela segurança e compromisso com a excelência, garantida por investimentos contínuos em tecnologia e infraestrutura. Além disso, opera com frota própria e motoristas dedicados, oferecendo atendimento 24 horas. Outro diferencial é a agilidade, com carregamentos realizados em até 2h, sempre acompanhados por sistemas tecnológicos avançados, como TMS, VMS, monitoramento em tempo real e o acompanhamento de KPI’s e faturas que asseguram eficiência e controle em todas as operações. Investe ainda em rastreamento em tempo real e mantém um rigoroso padrão de manutenção da frota e treinamento de motoristas.
Colaboração: Mariana Pivatto





