Um estudo recente realizado pela Anestech, uma empresa de Florianópolis (SC), identificou um ‘ponto de ruptura’ na eficiência dos centros cirúrgicos brasileiros: atrasos acima de 40 minutos na primeira cirurgia do dia tornam matematicamente inviável a recuperação da agenda e elevam significativamente o risco de cancelamentos e prejuízos operacionais.
Segundo o levantamento, que analisou mais de 1 milhão de procedimentos realizados em 2025, quando o atraso da primeira cirurgia permanece em até 35 minutos, os hospitais ainda conseguem compensar o tempo perdido, embora isso gere maior volume de horas extras e desgaste das equipes.
A partir de 40 minutos, no entanto, o impacto deixa de ser apenas operacional e passa a comprometer diretamente o atendimento ao paciente.
O estudo também revelou o chamado ‘efeito dominó’ das cirurgias de urgência, no qual cada mudança não programada tende a afetar de forma proporcional a pontualidade da agenda hospitalar, aumentando a pressão sobre equipes, salas cirúrgicas e fluxos internos.
Além disso, o levantamento apontou o aumento da complexidade clínica dos pacientes, com maior incidência de comorbidades, como hipertensão e diabetes, o que torna a gestão perioperatória ainda mais estratégica.
‘Os dados do Observatório 2026 mostram que operamos com uma margem de erro cada vez menor. Quando a informação é capturada de forma estruturada pelo AxReg, o gestor deixa de ser um espectador do caos para se tornar um estrategista. Entender o ponto de ruptura de 40 minutos permite redesenhar protocolos e proteger a sustentabilidade do hospital’, afirma Giorgio Pretto, doutor em anestesiologia e CMIO da Anestech.
Informações processadas: material enviado por Ricardo Macuco – RMCom Comunicação





