Mesmo com um reajuste médio a ser praticado de 15,74% no valor pago pela energia elétrica os associados/consumidores da Cooperativa de Eletricidade de São Ludgero (Cegero) continuarão sendo beneficiados com as tarifas mais baratas do Brasil. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Anneel) aprovou no dia 27 de setembro o reajuste tarifário de 21 permissionárias.

As novas tarifas foram publicadas em 29/09/2022 pela Resolução Homologatória ANEEL nº 3.110/2022 e estão disponíveis no endereço eletrônico http://www.cegero.coop.br/comerciais/tarifaservico. Os novos valores estão valendo para a energia consumida desde o dia 30 de setembro de 2022.

O efeito médio do reajuste a ser percebido pelos consumidores será de 15,74%. Para os consumidores faturados em Baixa Tensão o efeito médio será de 19,65%, sendo de 18,14% para os consumidores residenciais. Já para os consumidores faturados em Alta Tensão o efeito médio será de 14,71%.

Dentre os itens que mais impactaram este processo, destacam-se os encargos setoriais, custos com aquisição e o transporte de energia. Somente os encargos setoriais representaram um efeito econômico de 9,27%, com destaque para a CDE-USO, cujo efeito foi de 6,38%, decorrente do cálculo das cotas anuais de CDE para o ano de 2022, e para o Encargo de Serviço de Sistema e Encargo de Energia de Reserva (ESS/EER), cujo impacto foi de 5,20%.

 

(Gráfico 1- Em anexo)

COMPOSIÇÃO DA TARIFA – A tarifa de energia é composta de custos da geração, transmissão e distribuição de energia, além de encargos e tributos. Quando a conta chega, o consumidor paga pela compra da energia (custos das empresas geradoras), pelo transporte da mesma (custos das empresas de transmissão de energia), pela distribuição (parte que cabe à Cegero) e pelos encargos setoriais e tributos.

No que compete à gestão da Cegero, conhecida como parcela B, que se refere aos custos com operação, manutenção e investimentos na rede de distribuição de energia elétrica, o reajuste foi de 6,05%, ficando abaixo da inflação dos últimos 12 meses que foi de 8,73%. A parcela B teve participação de apenas 1,09% no resultado final do reajuste. Nesse quesito, é importante destacar que a Cegero tem um dos menores custos operacionais do Brasil.

 Portanto, no valor da fatura de energia paga pelo consumidor:

* 39,7% se referem a custos com a compra de energia (geração);

* 12,7% de transmissão de energia;

* 24,4% de encargos setoriais;

* 8% de ICMS (considerando a redução da LCP nº 194/2022); e

* 15,2% de custos com distribuição de energia até o seu imóvel (parte destinada à Cegero).

 

(Gráfico 2 – Em anexo)

NA PRÁTICA – Em média, a cada R$ 100,00 de uma fatura mensal apresentada ao cliente, R$ 15,00 serão destinados à Cegero, para a cobertura dos custos com operação, manutenção e investimentos na rede de distribuição de energia elétrica. Outros R$ 52,00 serão destinados ao pagamento das despesas com geração e transmissão da energia, enquanto os R$ 33,00 restantes serão destinados aos encargos setoriais, impostos e tributos.

 

ICMS – Cabe destacar ainda que a aplicação da Lei Complementar (LCP) nº 194, de 2022, que estabeleceu um teto para alíquotas de ICMS nas contas de luz e a não incidência do imposto sobre serviços de transmissão e distribuição e encargos setoriais, tem o potencial de fazer com que o efeito final a ser percebido pelos consumidores residenciais, considerando um consumo médio de 300kWh/mês, seja um aumento de somente 2,10%, em comparação com as tarifas definidas no reajuste tarifário de 2021.

Um consumidor residencial que em 30 de setembro de 2021 pagava R$ 151,81, com a revisão tarifária de 2022, a fatura seria reajustada para R$ 179,35. No entanto, considerando também a medida de redução do ICMS definida pelo Governo Estadual de Santa Catarina, com redução do ICMS de 25% para 17%, o desembolso do consumidor será de R$ 155,00.

 

 RANKING DAS TARIFAS – Para o presidente da Cegero, Francisco Niehues Neto, o Chico, apesar do reajuste tarifário, foi conseguido manter a tarifa entre as menores do Brasil, reforçando o compromisso com o bem estar dos consumidores e associados. “É importante destacar que a Cegero não tem mais desconto na compra de energia da Celesc e também não recebe subvenção para cobertura de custos operacionais, auxílios ainda existentes na grande maioria das cooperativas permissionárias do Brasil. Quando assumimos em 2017, a Cegero possuía 53,34% de desconto na compra de energia da Celesc, valor que chegou a ser de 67,35%. Por força da legislação, esses descontos passaram a ser reduzidos gradativamente no decorrer dos anos e nossa preocupação foi a de conseguir fazer uma transição que permitisse à Cegero se manter com a tarifa abaixo da Celesc e se possível entre as 3 mais baratas do Brasil. Em setembro de 2022 continuamos entre as mais baratas do Brasil e 15,5% abaixo da Celesc.”

 

(Gráfico 3 – Em anexo)

De forma a demonstrar de maneira prática a aplicação das tarifas, a seguir apresentamos a aplicação da tarifa B1 residencial (tarifa de referência) praticada pela Cegero, comparando-a com a tarifa média nacional. Ambas as tarifas sem o acréscimo de bandeiras tarifárias e ICMS.

 

(Gráfico 4 – Em Anexo)

Para exemplificar, suponhamos que você consuma 300kWh no mês, consumo médio residencial em São Ludgero, o valor da fatura paga nesses dois casos, sem ICMS, seria:

 

(Gráfico 5 – Em Anexo)

INVESTIMENTO PREVISTO – Entre os investimentos planejados para os próximos anos, está prevista a construção de umalinha de distribuição de 138kV,com 30,2 km de extensão, possibilitando melhorar ainda mais a capacidade de distribuição da Cegero no futuro e a qualidade da energia fornecida pela Cooperativa, assim como permitir a aquisição de uma energia com menor custo de transporte. Valor estimado para a execução do projeto é de aproximadamente R$ 60.000.000,00, a ser dividido igualmente entre a Cegero e a Cerbranorte. O valor a ser investido pela Cegero é de aproximadamente R$ 30.000.000,00.

 

COOPERATIVISMO – O Cooperativismo tem como objetivo oferecer, de maneira equilibrada, resultados econômicos e sociais aos associados. No caso das Cooperativas distribuidoras, os resultados econômicos são apresentados na forma de melhores tarifas e prestação de serviços adequados. Já os resultados sociais são apresentados por meio de projetos sociais vinculados à saúde, esporte, educação e cultura, que buscam beneficiar toda a população, conforme ocorrido em 2021, com contribuições e projetos sociais que somados chegaram a R$ 438.028,47.

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Colaboração: Comunicação Cegero